Oficina com Robertinho Silva: entre instrumentos, sons e histórias

“A capa do meu livro é uma frigideira porque foi a primeira coisa que eu batuquei”, conta, em meio a gargalhadas, Robertinho Silva, se referindo ao seu último livro “Se minha bateria falasse”, na oficina que aconteceu em Tiradentes no último dia 14. Parte das atividades do músico é dedicada a palestras, oficinas e workshops, onde ele relembra sua trajetória e narra como foi a sua evolução como músico e da música nacional, tudo isso num cenário musical, com diversas palinhas.

 

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Uma grande marca de Robertinho Silva é seu autodidatismo. Ele expõe que aprendeu a tocar com muita observação e com um ouvido muito atento. Na adolescência, teve sua estreia profissional, através de um soldado da banda militar que estava hospedado na pensão da mãe de um amigo. Robertinho estava observando o rapaz tocar quando ele lhe perguntou se ele [Robertinho] também sabia tocar: “Respondi que sim, mas nunca tinha tocado na minha vida”, lembra rindo. Nesta mesma ocasião, o soldado o convidou para tocar bongô com uma banda que procurava um percussionista.

Aos cinco anos, com um punhado de milho numa lata de fermento Royal, Robertinho descobriu que podia, ele mesmo, produzir e dar ritmo aos sons. Essa batida foi com ele por toda vida. Em toda oficina que ministra, o músico leva sua mala com diversos instrumentos que foram produzidos ou achados. Cada objeto, segundo ele, é um som, é uma história.

Texto e foto: Flávia R. Borges

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